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FLORETE

 

Surgiu por volta do século XVII, inicialmente usado em circunstâncias sociais (seu peso reduzido tinha como objetivo facilitar sua utilização por civis e nobres, que não teriam o condicionamento físico dos militares). Porém, logo se percebeu que poderia ser uma arma extremamente útil em combate devido à sua velocidade e precisão. Na implementação esportiva é simulado um combate mortal, ou seja, os adversários visam as regiões mais potencialmente fatais, concentradas no tronco.

Contra um atacante que quer matá-lo, o floretista não tem o "direito" de permitir a finalização do ataque. Só deve buscar ações ofensivas depois de bloquear o ataque inicial. Daí seguem todas as convenções de prioridade. Na época do surgimento do florete já se havia percebido que a ponta era mais eficiente do que o corte para o combate a pé um contra um. Por isso esportivamente somente a ponta dá toques válidos.

 

 

 

SABRE

 

Arma de cunho militar, muito utilizada na época napoleônica. De uso comum na cavalaria por permitir um movimento de corte, que seria mais eficaz e menos cansativo do que ficar perfurando, um por um, os tantos oponentes de uma guerra - além do fato de que a perfuração poderia deixar a arma presa no corpo do oponente.

Na esgrima atual, o sabre ficou em tamanho muito menor que o militar, mas ainda assim tem os mesmos princípios, tendo como área válida para toque apenas a parte da cintura para cima. Isso se deve ao fato de que a infantaria só poderia ser atingida pela cavalaria nestas partes do corpo, e dois cavaleiros que se enfrentassem certamente visariam a parte da cintura pra cima – seria interessante não ferir o cavalo, de modo a poder tomar posse dele uma vez que o oponente fosse morto ou derrubado.

 

                                                                              

ESPADA

 

É a mais pesada das três armas. Aparentemente, deriva da Rapieira medieval. Seu uso foi difundido quando as armas de fogo depuseram as armaduras - sem armaduras não havia necessidade de espadas pesadas e robustas, e ela se tornou mais fina e ágil. - Os civis que achavam charmoso o estilo militar também passaram a utilizá-la para auto-defesa, especialmente os mercadores italianos e espanhóis. Ela é a que melhor reproduz, no aspecto das áreas, um combate na esgrima: todas as áreas do corpo valem! Isso por que não se pressupõe que o praticante esteja montado (como o sabre) nem que seu interesse seja meramente o duelo (como o florete).

 

 

 

Fonte: Orkut (cmm=56236) - Wallace Dias e Carlos Moreira

Imagem: WeaponsEmporium.com